Álbuns favoritos de 2025
Apenas mais uma tentativa de organizar o caos. Todas as listas nascem de um olhar pessoal e inevitavelmente subjectivo; esta não foge à regra.
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努尔·泽赫拉·卡齐姆 Noor Zehra Kazim
Sagar Veena é um instrumento desenvolvido pelo Instituto Sanjannagar (Paquistão) ao longo dos últimos 40 anos para explorar uma gama maior de timbres e oitavas do que os tradicionais instrumentos de cordas asiáticos. Noor Zehra participou no seu desenvolvimento e domina todas as idiossincrasias do Sagar Veena. O resultado é fabuloso e assemelha-se a um mergulho num fluido de ressonâncias infinitamente variável que faz parar o tempo.
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Water Damage
Rock psicadélico de fermentação lenta. Tema favorito: Reel 25
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Vaiapraia
Punk Rock sem pudores. Temas favoritos: Juro, Eu quero Eu vou, Kolmi.
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Stephen Vitiello, Brendan Canty, Hahn Rowe
Na fronteira entre o Pós-rock e a música Ambiente. Uma produção refinada e envolvente que torna cada detalhe verdadeiramente especial. Temas favoritos: Rhythmic Rhodes, Mrphgtrs1.
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Stereolab
Tudo o que tornou os stereolab tão especiais está de volta sem receio da armadilha do dejà vu. O habitual mix de eletropop, krautrock, tropicália, jazz e psicadelismo é servido com elevada depuração. Temas favoritos: Aerial Troubles, Melodie is a wound, If you remender I forgot how to dream pt.1.
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Sequence of events
A música desta dupla de Dusseldorf evoca sobretudo fantasmas do passado pós-punk, kraut, shoegaze e industrial aos quais acrescenta alguma eletrónica do presente. o resultado é sombrio, cinematográfico e assemelha-se a um estado de hipnose do qual ao despertarmos apenas recuperamos memórias fragmentadas. para fans de Coil, Kreidler, Tarwater e afins. Temas favoritos: Tar, Nature hates life, Becomings.
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Sara Udon, CS + Kreme, KAKUHAN
Se os robots se tornassem humanos fariam música como esta? programações eletrónicas, samplers e violoncelo que ressoam igualmente nas almas dos corpos de sangue quente. Tema favorito: SHANGHAI-KEN I
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Rafael Toral
Levei tempo a ganhar coragem para ouvir o novo álbum do Rafael Toral. Spectral Evolution, o disco do ano passado, é enorme e não queria me desapontar com Traveling Light mas é a partir do segundo tema que o espanto de novo nos assalta. sem se repetir mantém o mesmo alinhamento cósmico do álbum anterior e um sentido meticuloso na forma como quebra o silêncio e constrói os seus sons mas desta vez num sentido mais luminoso e harmonioso de rara beleza. Temas favoritos: Solitude, You don’t know what love is.
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Mourning [A] BLKstar
Um colectivo que se revela maior do que a soma das partes misturando soul, blues, eletrónica, jazz e poesia com batidas futuristas. Estas canções são pequenas explosões emocionais, expressando luto, alegria, memória e resistência em igual medida. Esta não é uma música que exija atenção. Ela recompensa, e de que maneira, a nossa presença. Temas favoritos: Letter to a nervous system, Flowers For The Living, Lil’Bobby Hutton, Choir A’light.
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Macie Stewart
Música ambiente, experimental e improvisada com recurso a piano preparado, quarteto de cordas e a preciosas gravações de campo. A sensação é extremamente contemplativa e reconfortante. Mais uma pérola do catálogo da International Anthem. Temas favoritos: "Spring Becomes You, Spring Becomes New", "What Fills You up Won’t Leave an Empty Cup".
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Lucrecia Dalt
Dalt seduz-nos com a sua pop minimalista e experimental e conduz-nos por um labirinto fascinante de becos e corredores incertos onde livremente nos deixamos perder. Co-produzido por David Sylvian. Temas favoritos: Hasta el final, Divina.
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Leo Chadburn
A intersecção entre o som e a palavra. Magic Flora of the East Midlands, o segundo tema do álbum é fabuloso. Trata-se da narração de um catálogo de plantas adornado com as suas propriedades curativas ou mágicas que tradicionalmente são atribuídas a cada uma, enquanto isso, noutra camada, os nomes botânicos científicos são entoados por uma voz monástica. Extremamente evocativo e envolvente. Tema favorito: Magic Flora...
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John Glacier
Foi o primeiro álbum do ano que entrou nesta lista. Mais histórias sussurradas em ambientes de fumo denso. A referência imediata é o trip-hop de Tricky dos anos 90, mas há outras formas de contágio aqui que passam pelo drill, rock, drum'n'bass e soul. Temas favoritos: Don't Cover Me, Nevasure, Home, Heavens Sent.
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Jeremiah Chiu, Marta Sofia Honer
A partir dos registos das performances ao vivo, Chui e Honer, extraíram alguns fios condutores e teceram outras possibilidades sonoras que juntaram num trabalho complexo mas delicado de patchwork. Como convidados tiveram Jeff Parker na guitarra e Josh Johnson no saxofone. Temas favoritos: Side By Side, Mean Solar Time (Reflected).
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Jenny Hval
À volta de aromas e de memórias olfactivas, jenny hval lança um perfume ao qual não conseguimos ficar imunes. Temas favoritos: To be a rose, All night long, I don't Know what free is, The artist is absent.
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Hipnótico do princípio ao fim. Um disco melódico, meditativo e sumptuoso em contraste total com o mundo em que vivemos. Temas favoritos: Reverse Earth, Simplify.
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Hu Vibrational
Missões espirituais lideradas pelo mago da percussão Adam Rudolph. Tema favorito: Morphic Mystery.
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Gregory Uhlmann, Josh Johnson, Sam Wilkes
Entre a improvisação livre e a composição, este trio apresenta-nos padrões simples e repetitivos que interagem com formas inesperadas mas envolventes. Temas favoritos: Marvis, Frica, Fields.
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Freddie Gibbs, The Alchemist
cinco anos depois aí está a tão esperada sequela... agora no submundo da Yakuza. Temas favoritos: Lemon Pepper Steppers, Empanadas, Skinny Suge II, Gold Feet, A Thousand Moutains.
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FACS
Longe dos holofotes, o trio (ex-Disappears) de Chicago volta à carga com um excelente álbum que recupera a energia pós-punk como poucos. Produzido por Steve Albini, o seu último trabalho em vida. Temas favoritos: Wish Defense, Sometimes Only, You Future.
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Destroyer
Dan Bejar saltita entre vários géneros musicais: melodias pop dos anos 60, riffs de guitarra rock, atmosferas lounge à la Serge Gainsburg, orquestrações cinematográficas, trip-hop ou tropicalidade. Não é só a sua música que se expande com isto é a vida que se abre a novas possibilidades. Temas favoritos: Hydroplaning Off the Edge of the World, Bologna (feat. Fiver), Cataract Time.
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The Delines
Só ao 5.º álbum cheguei a estes The Delines, a banda de Willy Vlautin e Amy Boone e a surpresa foi enorme. Já ninguém faz música assim. Uma espécie de country-soul sombrio e cinematográfico onde cada canção é uma história sobre personagens marginalizadas e lugares desolados, mas são histórias cheias de vida e de grande tensão emocional. Willy Vlautin é também escritor e alguns dos seus livros já foram adaptados para cinema (The Motel Life, 2012; Lean on Pete, 2017). Temas favoritos: Left Hook Like Frazier, Don't Miss Your Bus Lorraine, The Haunting Thoughts.
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Dean Blunt, Elias Rønnenfelt
7 mini-temas que nos recordam o espírito adolescente onde sonhos e corações se arrebatam e se estilhaçam numa espiral infinita. a forma colide influências de shoegaze, brit-pop e eletrónica. Temas favoritos: 2, 5, 7.
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David Grubbs
Na guitarra ou no piano, David Grubbs, continua faminto por novos territórios e conta com colaborações de alto quilate: Rhodri Davies (harpa), Cleek Schrey (violino), Andrea Belfi (bateria), Nate Wooley (trompete) e Nikos Veliotis (violoncelo). Tema favorito: The snake on its tail.
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Damon Locks
são álbuns como este, que nos agitam dos pés à cabeça, que me fazem persistir na procura de novos discos e de novas sonoridades. Aqui, as palavras e as fontes de arquivo de Damon Locks entrelaçam-se e diluem a linha de tempo. tão actual como intemporal. urgente ouvir isto! Temas favoritos: Distance, Holding the Dawn in Place (Beyond, Pt. 2), Isn’t It Beautiful, Click.
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Dälek, Charles Hayward
o cruzamento dos ritmos acutilantes de Hayward com as técnicas de produção hiphop de Dalek. Temas favoritos: Increments, Asymmetric.
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claire rousay
o culminar de uma trilogia não oficial que começou com A Heavenly Touch (2020), seguido de A softer Focus (2021) e agora este A Little Death. quem conhece os outros sabe o que encontrar aqui... drones cinematográficos, gravações domésticas e uma intimidade e subtileza poética revelada através destas preciosas colagens sonoras. Temas favoritos: Somewhat Burdensome, A Little Death.
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Błoto
Depois de 3 anos sem novidades, os Bloto regressaram em força com o lançamento de um LP "Grzybnia", vários singles e este EP "Grzyby" cujo título significa "Cogumelos". A versão em cd contém 3 temas dos singles anteriores. Os fãs e colecionadores esgotaram rapidamente todas as cópias em apenas 6 meses. Um recorde de vendas para a Astigmatic Records (apenas consegui comprar o single Bakteria). Em termos musicais os Bloto continuam a explorar a fronteira entre o jazz e a eletrónica mas desta vez com um pendor maior para esta segunda. Temas favoritos: Maczużnik, Soplówka, Szlam.
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Billy Woods
O hip-hop underground de Woods desta vez vem carregado de imagens obscuras e desumanas. um disco que fala de pesadelos reais mas onde ainda assim é possível encontrar momentos de beleza. Cativante e enervante. Temas favoritos: Misery (feat. Kenny Segal), Cold Sweat (feat. Ant), Make No Mistake (feat. Messiah Musik), Dislocated (feat. ELUCID & HUMAN ERROR CLUB).
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Ben Bertrand
Com o seu clarinete baixo, Ben Bertrand faz música de vanguarda para mundos imaginários. as semelhanças com Hassel não são descabidas com os seus sopros suaves em looping. Tema favorito: Stereo A.
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Backxwash
mais acessível e diversificado musicalmente mas os traumas pessoais e do mundo continuam na linha da frente. poderoso e catártico. Temas favoritos: Wake Up, Undesirable.
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aya
Aqui não é a beleza nem a salvação que Aya procura, pelo contrário, é a constatação que está tudo f… e que o colapso é inevitável. goste-se ou não, um dos discos mais radicais do ano. Temas favoritos: Off to the Esso, Heat Death, Peach, Droplets, Navel Gazer.
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Aesop Rock
O supermercado transformado numa metáfora em horário alargado para as reflexões sobre a condição humana na sociedade capitalista-consumista. Temas favoritos: John Something, Ice Sold Here, Unbelievable Shenanigans (feat. Hanni El Khatib).
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