Álbuns favoritos de 2026
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Kurt Vile
temas favoritos: Rock o’ Stone, You don’t know cuz it’s my life, Chance to Bleed, 99th song
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Boards of Canada
"Em Inferno, não há uma linha reconhecível, mas estados. A música não avança no sentido convencional; alastra-se. Cada textura parece desgastada pelo uso de uma memória que não nos pertence inteiramente, mas que reconhecemos como familiar. Há aqui uma estética do incompleto, do fragmento que recusa fechar-se em significado, como se a própria composição fosse um vestígio de algo maior, perdido antes de poder ser fixado. É nesse solo fervente que os Boards of Canada continuam a operar: entre o que recordamos e o que imaginamos ter acontecido. O que é e o que desejámos um dia. E talvez seja por isso que a sua música insiste — não em explicar o mundo, mas em torná-lo, por instantes, mais estranho e, por isso, plausível. Distante de marés e afastada de rebentaçōes mas ainda possível de habitar." — David Pinheiro
temas favoritos: Prophecy At 1420 Mhz, Age Of Capricorn, Father And Son, The Word Becomes Flesh, Blood In The Labyrinth, You Retreat In Time And Space. -
The Field
a catarse pela repetição está de volta. um lento redemoinho que nos arrasta imperceptivelmente para o desconhecido.
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Ben Vida
a saturação da palavra é o ponto de partida para as composições de Ben Vida. as diferenças entre som e significado esbatem-se no tom neutro, minimalista e na cadência rítmica com que as palavras são ditas. o recurso à forma de duetos confere-lhe uma voz singular e etérea. temas favoritos: Be yr Own Abyss, Oblivion Seekers.
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Meitei
Uma remodelação/reconstrução de temas selecionados a partir da anterior trilogia Kofu (2020-2023). às muitas mudanças na estrutura e no tempo, Meitei ainda acrescentou mais camadas e novos elementos tornando os seus temas uma obra aberta a novas interpretações e estados de espírito. um raro momento em que revisitações elevam a fasquia. temas favoritos: SHIN-WARŌSOKU, SHIN-OIRAN II.
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Asher Gamedze
desta vez as aparências não enganam... música verdadeira e contagiante de um colectivo que faz da liberdade e do sentido de comunhão a sua força. Temas favoritos: Air, Lowland, State (of the internation).
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O entorpecimento geral que trilha o caminho para os nacionalismos, o ataque à verdade, a normalização da perda de liberdades e da violência dão o mote a MC Dalek neste contra-ataque verbal. A sua escolta não é meiga, drones industriais, tambores densos, loops deformados, feedbacks à beira do colapso criam a tempestade perfeita para este manifesto sonoro. Temas favoritos: Knowledge | Understanding | Wisdom; For the People.
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Kim Gordon
Fusão de trip-hop, eletrónica e rock. Menos abrasiva, sem as surpresas dos discos anteriores mas, ainda assim, estimulante. temas favoritos: Play Me, Not Today, Dirty Tech.
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Desde o som inicial que os tornava os mais fervorosos acólitos dos PIL até este sétimo álbum muitas metamorfoses sofreram sem, no entanto, perderem o dub pós-punk que tanto os caracteriza. Um álbum mais diversificado, com guitarras à Robert Fripp e piscar de olhos a Brian Eno e a John Cale. editados pela DFA Records de Brooklyn. Temas favoritos: Sidestepping, You Have Been Blessed, Visiting Dust Bunnies, Chef's Hat Renaissance.
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Hen Ogledd
Hen Ogledd, o quarteto mágico do norte de Inglaterra regressou com novos feitiços para combater os demónios e apelar à resistência num mundo que enlouqueceu. Um álbum que floresce quanto maior for a indisciplina dos seus músicos e o caos dos seus arranjos. Um caldeirão efervescente de folk, hip-hop, jazz e kraut-rock polvilhado de poesia, coros, sax, trompete, piano, tambores e guitarras. No final, mais do que a esperança, fica a certeza de que atrás destes tempos outros tempos hão-de vir. Temas favoritos: Scales will fall, Dead in a post-truth world e os escassos 20 minutos de Clear pools.
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Rain Dogs
superconcentrado de pós-punk em modo revivalista. a falta de novidade é compensada pela carga emocional explosiva e pelas boas referências com os Suicide à cabeça.
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Rafael Anton Irisarri
mergulhar neste disco é um blackout para o mundo.
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Mandy, Indiana
um ataque visceral e catártico à insanidade do mundo.
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Sunday Mourners
não é preciso inventar a pólvora. o tão anunciado fim das guitarradas volta a procrastinar. os sunday mourners resgatam o espírito de bandas como os Television, Felt, The Feelies e outros que tais.
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Dry Cleaning
O álbum mais consistente e com ares de novidade devido à produção da Cate Le Bon que lhes alargou o espectro sonoro (apesar da guitarra envinagrada continuar a ser o centro) assimilando estilos/técnicas funk, pop, auto-tune (no único tema que não tem guitarra), drones e até folk. Ao terceiro álbum soltaram-se um pouco das amarras pós-punk e até a vocalista, ou melhor, a letrista Florence Shaw, arrisca mais vezes a trocar a fala entediada por um cantarolar tímido mas ainda assim eficaz (a fazer lembrar a Alison Statton dos Young Marble Giants). Temas em destaque: "Hit my head all day", "Secret Love" e "Let me Grow and You'll see the fruit".
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